SERÁ QUE É DESSA QUE ACORDAMOS PARA A IMPORTÂNCIA DE TER UMA CULTURA DE INOVAÇÃO?

Atualizado: 26 de jan. de 2021

Quem imaginava que estaríamos passando por essa situação que a COVID-19 impôs ao mundo todo...? Ser pego desprevenido é duro, e nesse momento fica difícil encontrar solução que ajude igualmente a todos, sem prejudicar ninguém.


Tenho observado em conversas com os meus conhecidos que a chamada nas empresas tem sido – de uma forma geral – “vamos pensar numa saída inovadora ou criativa ou disruptiva para esse momento tão complicado para a economia do país, para a nossa sobrevivência ou para a relação com os nossos clientes, parceiros e investidores? Vamos fazer um brainstorming?”.

Ser inovador e criativo em emergências é para os fortes! É para aqueles que foram aculturados e treinados, com metodologias e ferramentas adequadas, para se transformarem, para desenvolverem as novas habilidades que o mundo está exigindo AGORA de todos nós.

O futuro virou presente... O que nem imaginávamos que iria acontecer um dia ou que apenas aconteceria lááááááá na frente, está nos assombrando agora. Não sabemos se conseguiremos pagar todos os nossos fornecedores até ao final do mês, se conseguiremos manter os nossos funcionários ou se conseguiremos manter os nossos próprios empregos. E muitas empresas, que ostentavam belos balanços e resultados dignos de medalha, deixaram de lado o investimento numa CULTURA DE INOVAÇÃO, por acreditar que não precisava, que não era a hora certa de fazer esse investimento.


Mas qual é a hora certa de investir em inovação? Na hora do caos?


Há alguns anos, escutei numa palestra que os empresários devem manter uma agenda paralela dedicada à inovação, à criatividade e ao estudo e teste de novos modelos. É muito mais confortável e seguro testar soluções, pilotar projetos e implementar inovação disruptiva quando os negócios vão bem. Isso os deixaria e às suas equipes prontos e ‘afiados’ para, numa situação inesperada ou num momento de desventura como agora, ‘sacar da manga’ A SOLUÇÃO! Aquela... oportuna, relevante, coerente com os seus valores e propósito.


Nomear um Head de Inovação e fazer um monte de ‘hackatons’, ‘bootcamps’, ‘fast datings’, convidar ‘start ups’ para acelerar, aprender ‘design thinking’ não é o suficiente para implementar uma cultura de inovação nas organizações. É preciso muito mais que isso, junto com um pouco de tudo isso. A inovação tem que ser transversal na empresa, não pode estar apenas na mão de um Diretor, pois ela tem que ‘conversar’ com todas as áreas, de forma empática, com escuta ativa e sem melindres. Todas as áreas podem e devem ter um agente de transformação, alguém com – antes de tudo – perfil para levar a cabo o desafio de mudar as mentalidades do grupo dos colegas individualmente; alguém com influência (que não é o mesmo que poder), ótimo relacionamento e linguagem simples.


Tudo isso deve ser guiado e orquestrado por uma cultura maior, que comprometerá igualmente


desde as lideranças da organização até o pessoal que está no campo ou no chão da fábrica. E, mais que isso, sem o compromisso instantâneo de aumentar riqueza/patrimônio, mas de ver nascer nas pessoas, genuína e naturalmente, o comprometimento de quem faz parte da solução, a colaboração para o crescimento da relevância e, finalmente, a contribuição para a longevidade da organização nesse ecossistema maluco que o mundo está se tornando dia após dia.


Pode ser difícil - já está sendo - mas vamos sair dessa mais fortes, muito mais inteligentes e com senso de comunidade. E, na próxima rasteira que o mundo quiser nos passar, estaremos prontos, com as armas da inovação e da colaboração em punho.

(imagem: Garry Killian )


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