O seu negócio está preparado para os próximos 'lockdowns'​?

Atualizado: 27 de jan. de 2021

Assistindo ao que está acontecendo em outros países, principalmente na Ásia – o primeiro continente a conviver com a nova pandemia – podemos observar que há cidades que estão no segundo round do lockdown. Mas porque? Exatamente pelos mesmos dilemas que estamos vivendo por aqui: o equilíbrio entre saúde pública x economia; por quanto tempo deve ser mantido o distanciamento social de uma forma mais abrangente ou é suficiente isolar os mais vulneráveis para conseguirmos o tão sonhado “achatamento da curva”?


Falando de uma forma bem simplista, o que se prevê é que haja vários ciclos de lockdown até que se teste 100% da população mundial (?!) e (+) se vacine em massa contra o novo coronavirus. Simplifiquei para que a gente possa imaginar mais facilmente o tempo que isso pode levar. Sendo assim, a cada achatamento REAL da curva (lembrando que os números que aparecem lá são apenas de pessoas que necessitaram de hospital e foram testadas para a COVID19), o comércio reabre, as escolas retomam as atividades regulares, as academias, os salões de beleza, os bares e restaurantes voltam à “normalidade”.


Mas... sim, tem um “mas”. Mas, com o povo de volta às ruas, livre por assim dizer, as empresas retomarão as viagens de negócios, os mais ousados (e abastados) retomarão as férias para a Disney, para África do Sul, para Cancun, e suas crianças retornam das férias para as escolas, brincam com os coleguinhas do prédio... e o que vocês acham que irá acontecer? Mais um surto, mais um pico na “tal” curva. E, com isso, mais uma ordem de lockdown e mais um stress para gerir as questões do fluxo de caixa, do desemprego, do desespero que estamos todos vivendo agora.

E como serão os intervalos entre lockdowns? Serão, no mínimo, estranhos! A previsão de muitos futurólogos e experts é de que haja uma apatia generalizada para o consumo e para o convívio social menos “seguro” e uma completa fobia por aglomerações. Aí, é onde entram os aprendizados do que tenho chamado de MPV da vida real. Sim, estamos tendo a oportunidade de pilotar esse projeto chamado “lockdown” como um mínimo produto viável, ou seja, com as mínimas perdas viáveis, com a mínima criatividade viável, com a mínima qualidade viável e com a mínima simpatia viável, para a tristeza de todos. Mas uma coisa é certa: aprenderemos muito – ou temos que aprender – para que os próximos sejam mais pacíficos e menos dolorosos.


Segundo um artigo que acabei de ler, os Estados Unidos eram o país que mais estaria preparado para uma pandemia. E o que se provou foi que eles estavam tão preparados quanto eram o país mais seguro do mundo quando ocorreu o onze de setembro. Um desastre! Antes de testarem a sua população em massa, achavam que estava tudo controlado, o presidente foi lá, falou umas asneiras (alguma semelhança conosco?), rejeitou inicialmente algumas iniciativas recomendadas pela OMS e, de repente, e porque têm dinheiro, conseguiram testar o povo e deu no que deu! Até ontem, de acordo com o “covidômetro” o Bing, os EUA abrigavam quase 21% dos doentes do mundo.


Não inventei nada disso que falei. Nem sou vidente ou cientista. Mas mantive olhos e ouvidos bem abertos, seletivamente, durante todos esses dias, à procura de uma luz para entender como eu efetivamente posso ajudar nesse processo (além de comprar vouchers para ajudar pequenos negócios, além de contribuir para a compra de cestas básicas para os mais necessitados etc). E, aqui para nós, não sou a pessoa mais inteligente do mundo nem a mais sensível aos problemas sociais, mas gosto e me desafio com as questões dos negócios e das empresas e como elas podem se sair e impactar positivamente em situações como essas.


Será que a sua empresa está realmente preparada para viver isso tudo que nos espera nos próximos meses, durante esse ano ou até mais? E quanto à próxima “doença” que nos afetar a todos? Qual será a próxima pegadinha? Realmente, você só saberá se montar um esquema preditivo muito poderoso e se você se capacitar, capacitar as suas equipes, fizer parcerias estratégicas e trabalhar em colaboração com seus concorrentes, clientes e fornecedores. O mundo é conectado e codependente e agora isso ficou mais claro do que nunca.

Fontes: status COVID19 do Bing, artigos e entrevistas de Átila Iamarino, Ed Yong, Yuval Harari.
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