Embarcando Shoppings em Marketplaces: Vantagens para quem compra e para quem vende

Atualizado: 27 de jan. de 2021

Os dados apresentados no 42º Webshoppers, estudo realizado pela Ebit | Nielsen, mostram que o e-commerce no Brasil bateu seu maior recorde em 20 anos. No primeiro semestre de 2020 as vendas online atingiram a marca de 38,8 bilhões de reais. Desse faturamento, vale destacar que 78% vem dos Marketplaces, lojas online que permitem a venda de produtos de lojas parceiras.


O estudo ainda mostra um crescimento de 40% no número de consumidores online e um aumento de 61% das operações chamadas de Bricks and Clicks, operações do varejo tradicionalmente físico que entraram no online, quando comparado ao primeiro semestre de 2019.


De acordo com os números, os Marketplaces são tendências e só crescem. O conceito passou a fazer parte do mercado de Shoppings Centers que, de olho nas tendências e nas mudanças provocadas no comportamento do consumidor, estão apostando em soluções de vendas online. A pandemia impulsionou o desenvolvimento de soluções próprias em vários grupos de Shoppings no país.


Um novo Shopping

A venda online faz parte do processo de ressignificação do papel dos Shoppings na vida das pessoas, onde a proposta de valor se transforma para atender às novas necessidades e comportamentos do público. Se bem estruturada, uma operação de vendas online traz vantagens para quem vende e para quem compra. Para os lojistas, além de oferecer um novo canal de vendas e relacionamento com o cliente, é possível compartilhar o investimento, aumentar a visibilidade e a diversidade de público. Para os clientes, a possibilidade da compra online traz praticidade, acessibilidade e uma maior aproximação com as marcas. Com tudo isso bem orquestrado, o Shopping aumenta a sua camada de inteligência, através do entendimento do comportamento do cliente, passando a influenciar diretamente na jornada do consumidor, além de proporcionar uma maior conexão entre o meio físico e digital.

A solução de vendas online, ou Marketplace, faz parte do ecossistema de soluções do Shopping e propõe uma evolução do conceito tradicional. No entanto, deve ser encarada como um novo modelo de negócio, que pressupõe uma mudança na relação entre shopping e lojista, e vai muito além da ABL. O novo Shopping possui uma proposta de valor mais atraente para lojistas, ampliando sua presença digital, promovendo seus produtos e gerando leads.


Muito além das plataformas

A implementação de uma solução de vendas online, vai muito além da contratação de plataformas e ferramentas. Sem dúvidas, a escolha da melhor solução tecnológica tem um papel muito importante na definição de um Marketplace próprio, no entanto, um planejamento eficiente, com definições estratégicas e operacionais, e o engajamento das equipes, são fundamentais.


Integração é palavra de ordem nesse universo e, mais uma vez, vai muito além da tecnologia. Assim como em qualquer negócio, é preciso haver uma sinergia de processos e operações para gerar a melhor experiência para o cliente. No caso do Marketplace, estamos falando de transacionar vendas em uma interface multi-lojas, splits de pagamentos, segurança, gestão de sellers, logística de entrega e recebimento e atendimento ao cliente. A reunião de várias plataformas, fornecedores e operações para prover uma solução completa de vendas online requer muito planejamento e integração de processos.


Para os Shoppings, além da integração de soluções, existe um grande e, talvez, o maior desafio, que é a adesão e o engajamento dos lojistas à plataforma e a rotina de atualização do catálogo de produtos. Mas, com o apoio de metodologias e ferramentas adequadas, uma equipe coesa e comprometida, associadas ao contexto de necessidade e de transformação iminente, esse desafio será rapidamente ultrapassado!

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